Todas as noites caio morto com meu cadáver terrivelmente mutilado,
E como num sobre vôo por cima de mim mesmo não me reconheço, nunca fui só, sempre fomos nós!
Desconfio daquele rosto no espelho.
E essa cama mais parece o gramado do maracanã.
A musica martela prudentemente a minha mente, não me deixando esquecer você.
Sim, dancemos! Ou dançamos, pois!
Lembra-se da primeira vez que dançamos juntos?
Indaga o mutilado cadáver, cheio de lembranças e esperanças.
Daqui da visão desse divã.
Sob a ótica de um terapeuta entorpecido de calmantes,
Só me resta dizer... Feliz Natal! Feliz natal! Feliz natal!
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