Meu peito está aqui,
Escancarado, descoberto, vulnerável.
Me acerta, seta imaginável de cupido.
Me abate, pra que assim esse peito sinta a vida,
Morrer pra poder viver,
Lema nobre,de uma alma pobre.
Desejo um banquete,
Chega dessas migalhas.
Quero correr num campo de girassóis,
Sentir os cheiros das estações.
Mergulhar num céu de estrelas,
Fartar-me no pomar da história.
Provar do melaço, deixar o embaraço,
Estou fácil, estou fácil.
Me odeio,
Me odeio,
Me odeio,
Me odeio...
Por te amar!!!!
O belo me deixa estático,
Paralisado, petrificado, mudo.
Sempre reajo ao feio,
Aquilo que é sujo, dúbio, Delúbio?
Sinto inveja dos poetas do amor,
Daqueles que cantam a beleza da vida,
Dos que não se impressionam com as traições,
Antes, mergulham nos olhares, bocas e peles douradas.
Eu inspeciono os esgotos,
À cata daquilo que me servirá de matéria prima.
E tenho a sensação de que eles já invadiram as ruas,
E se tornaram a via principal.
O cruel é o padrão!
Mas de repente leio esses meninos,
Rogê, Shure, Clemente.
E recebo centelhas de vida e beleza,
Ganho uma lupa novinha que me mostra o algo a mais.
E molho os lábios com o que deve ser o amor,
A sensação é das melhores.
Penso com leveza, pés flutuando,
Marina de
Musica, alegria, salvação!!!
Gracias muchachos, gracias!!!
(By Rogê)Roger Luiz, alguém que tem na alma uma cachoeira, nos olhos um pássaro e um caudaloso rio no coração. Uma alma poeta, uma jovem e feliz alma poeta!
ησssσs мαiσяєs pяσвlємαs ηãσ єstãσ
ησs σвstáculσs dσ cαмiηнσ,
мαs ηα єscσlнα dα diяєçãσ єяяαdα..
Tσdσs quєяєм σ pєяfuмє dαs flσяєs,
мαs pσucσs sujαм αs suαs мãσs pαяα
cultivá-lαs..α vidα ηαdα pσdє lнє gαяαηtiя.
єlα αpєηαs lнє dá tємpσ pαяα fαzєя
єscσlнαs, αssuмiя яiscσs
є dєscσвяiя σs sєgяєdσs єscσηdidσs
єм sєu cαмiηнσ.
sє єstivєя dispσstσ α αcєitαя
αs σpσяtuηidαdєs quє lнє sãσ dαdαs
є utilizαя α cαpαcidαdє quє tєм,
vσcê sємpяє pяєєηcнєяá suα vidα
cσм мσмєηtσs єspєciαis
є iηєsquєcívєis.
ηiηguéм cσηнєcє σs мistéяiσs dα vidα,
ηєм sєu sigηificαdσ dєfiηitivσ,
мαs, pαяα αquєlєs quє dєsєjαяєм
αcяєditαя єм sєus sσηнσs
є єм si мєsмσs, α vidα é uмα dádivα
pяєciσsα ηα quαl tudσ é pσssívєl.
Um forte cheiro de queimado invade o meu nariz,
É a fogueira dos meus sonhos,
Que crepita na esquina 40.
Tudo pra mim hoje, não passa de um punhado de lembranças,
E lágrimas me tomam encharcando a visão,
Nem filhos, nem livro, nem arvore.
Tudo que produzi não passa de leves esboços do que seria uma vida intensa, produtiva, verdadeira.
Paro por um momento e contemplo a estrada até aqui percorrida.
Vejo os atalhos e os males que me fizeram.
Vejo o Rudolph e o papai Noel sendo aniquilados por uma verdade que me pareceu inconveniente demais.
E isso era só o começo!
Alcançar a quarta década causa desconforto.
Que nada tem a ver com velhice,
Tem a ver com realização.
O tempo se esvai por entre os meus dedos e o tic tac
Faz toc toc na minha cabeça e coração.
Heróis, eu preciso de heróis! Mas, onde eles estão?
Seria tão mais fácil se não nos iludissem com essa tal felicidade.
Ok seja lá como for desejo pelo menos outros 40,
Se a vida é mesmo uma tigela de Jabuticabas,
Quero transformar em doce as que me restam.
Eu sei que sou assim:
Imperfeito, incompleto, restrito e abusado.
Faço cara de mau quando era pra dizer eu te amo,
Atravesso você com meu ego,
Lhe viro do avesso,
Te tiro o sossego,
Sou teu tropeço.
Te bato com uma flor,
Olho outras coxas,
E nego o meu amor.
Eu sou assim:
Folha seca,
Dançando ao vento,
Sujando calçadas,
Sem raiz,
É sempre outono,
Aqui, ali e acolá...
Não conto com a chuva,
Dependo do vento pra me levar.
Você esperava que eu fosse árvore,
Porque queria se orgulhar dos meus frutos.
Mas sou:
Folha seca,
Dançando ao vento,
Sujando calçadas,
Sem raiz,
É sempre outono,
Aqui, ali e acolá...
Por JottaErre
Percorri as tuas ruas,
Em busca de minha história.
Como um garimpeiro,
Pacientemente garimpa em busca de sua pepita.
Sua doce garoa,
Limpava as calçadas,
Desentupia as artérias,
Nos deixava na boa.
Imensa cidade,
De grandes problemas,
E tão grande coração,
Você é o meu sertão.
Já haviam me avisado,
Sobre de quem tua água bebe,
Jamais te esquece!
Jamais te esquece!
A soma das tuas ruas,
Formam o mapa da minha história,
E eu me confundo com você,
Não que eu me perca em ti, antes me acho.
Paulicéia de todos os povos,
Pra descobrir que podia te amar,
Tive que te abandonar.
por JottaErre (falo de mim mesmo)!
você insiste em me encher da sua esperança,
mas não vê que o desesperado é você.
desde que lhe disseram que você era um gênio,
e você acreditou, suas atitudes se tornaram patéticas.
todos os dias você faz citações e planta novas árvores,
se veste como alguém de bem deve se vestir,
fala pausado, demonstra interesse pelos outros,
vive adiando a sua vida pra se misturar na multidão,
na multidão meu amigo "grilo" é lugar de se esconder e não de aparecer.
não tenha tanto medo da inevitável erupção do seu verdadeiro "eu" que estar por vir,
deixe cair pouco-a-pouco as capas da bondade absoluta,
me admira vós, soldado raso se passando por general.
me admira vós!
por JottaErre
amo a verdade, desde que ela me favoreça,
odeio a hipocrisia desde que ela me denuncie,
sou assim mesmo, um sujo fingindo ser limpo,
o que me conforta?
a humanidade que não me permite experimentar a solidão...
a casa caiu geral,
não vejo mais luz no fim do túnel,
a esperança mudou de cor,
assisti a morte do pudor,
sem sequer por isso me lamentar.
não quero sacudir a poeira,
pois não tenho mais pra onde ir.
por JottaErre
A temperatura da minha alma atingiu os 100o C
E agora meus sentimentos fervilham em bolhas.
Logo eu, que adorava sentar na calçada,
E apenas observar o tempo, as pessoas e seus problemas.
Será que estou ficando adulto? Amadurecendo?
Ou será que a calçada está me lembrando,
Que ela é apenas acostamento, o que vale a pena mesmo é a estrada, o caminho.
Confesso que estou com medo, mas, vou dar três passos e um tempinho.
Sento, olho, respiro, levanto e mais três passinhos.
por JottaErre
Hoje eu quero de novo ser criança,
Estou sempre querendo, que doce lembrança!
O parquinho montado na festa do santo,
por cada pranto, no minímo um acalanto!
A compota de doces me esperando,
Minutos depois, me lambuzando.
Eu quero de novo ser o caçula,
Cansei dessa tal de vida madura.
Quero ter de novo esperança,
Pra isso nada melhor do que voltar a ser criança!
sol nascendo,
noite morrendo,
madrugada se indo,
uma nova manhã surgindo.
Operários levantando,
Playboys chegando,
Crianças chorando,
Bêbados cantando.
Estudantes reclamando,
Insones, sonhando...
Tão suave quanto os acordes do Jack Johnson,
Tão ágil quanto os rodopios do hoje saudoso James Brown,
Tão sarcástico quanto as respostas de Caetano,
Tão genial como o seu colega Chico,
Tão bonito quanto o por do sol,
Tão suntuoso quanto a lua cheia,
Tão desprendido e simples como meu amigo Edu Euksuzian,
Tão insinuado como uma puta de bordel,
Tão cafajeste quanto a Luiza desejar que eu seja,
Que assim seja o meu sorriso a lhe cumprimentar com vontade!
Sofro porque sou vampiro e não consigo ir a praia,
Porque não consigo fazer a minha barba olhando no espelho,
Porque minha vizinha refoga um delicioso alho pra fazer o arroz,
Porque só durmo de bruços com medo da estaca,
Sofro porque ser quase eterno custa muito caro,
Porque não agüento mais fazer tanta mudança,
Porque acabo desejando o pescoço de quem está sempre bem próximo a mim.
Porque minha cama é um caixão,
E porque não sou famoso igual ao conde.
Fora que morro de medo de chupar alguém com HIV.
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